Sobre os noivos

Ele por ela, Ela por ele.

Giovanni encapsula várias pessoas em uma só. Não, ele não é duas caras ou algo do gênero, mas ele consegue ser vários ao mesmo tempo. Por muito tempo ele foi meu amigo sarcástico, companheiro de vídeos virais e memes na madrugada, entendedor de piadas nerds e ombro (virtual) pra chorar minhas pitangas. Depois, quando a presença física foi facilitada, ele virou um dos meus melhores amigos, rei das piadinhas sem graça, emprestador de livros (com pena de morte por danos causados), acompanhante das pizzas de nove reais e dos jogos criadores de discórdia.

Agora ele é meu melhor amigo, meu companheiro de aventuras (principalmente se elas envolverem um sofá e uma série, já que eu não tenho o pique atlético dele), meu cozinheiro quando necessário, segurança particular na hora de voltar do trabalho, meu cheerleader pessoal e eu não consigo visualizar meu futuro sem que ele esteja lá.

Giovanni se doa com muita facilidade às amizades dele. É beeemmm cabeça dura, mas nunca no intuito de causar desconforto ou dificultar a vida de ninguém. Se você deixar, ele te dá todo amor do mundo e depois mais um pouco na forma de um abraço carinhoso e uma bagunçada de cabelo. Ele não pode ver cachorro na rua que já vai querendo socializar, se pudesse já estava angariando bichinhos pra casa que a gente ainda nem tem. Eu percebi que tinha me apaixonado por ele quando comecei a sentir falta do bom dia dele enquanto ele estava viajando, e tenho me apaixonado mais um pouquinho toda vez que ele me dá um daqueles sorrisinhos de olho que ele dá.

Não poderia ter encontrado alguém melhor para amar e nada me faz mais feliz que ser amada de volta por alguém tão maravilhoso. O nosso casamento vem pra abençoar e consolidar o que no meu coração já é realidade faz tempo: somos "nós" pro resto da vida, um pelo outro, sempre!

 

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Jéssica é a irmã gêmea do Giovanni — ou, ao menos, é o que dizem por aí quando vêem os dois juntos. Talvez essa frase com uma pitada de "As Crônicas de Fogo e Gelo", por si só, sirva para explicar o que acontece entre os dois. Dizem que o amor de verdade está em alguém com quem a gente se sinta à vontade para sermos nós mesmos.  E quem mais habilitado para isso que nosso próprio reflexo?

A Jéssica compartilha do meu amor pelos livros, música, jogos, animais e crianças pequenas, não necessariamente nessa mesma ordem. Seus ataques de fofura ao ver um bebê de colo fazem-na alcançar notas que deixariam a Georgia Brown com inveja. Ela é minha parceira de cardgames, filmes da Marvel, violão e voz e shows do Angra. Ela — pasmem! — entende a regra do impedimento.

Mas nem só de grunhidos de fofura e covers (muitos melhores que a música original) vive uma pessoa. Ela é prestativa como poucos conseguem, e simples como todos deveriam ser. Ela é uma menina inteligente, embora ainda não tenha aceitado isso muito bem, e com uma vontade interminável de ajudar os outros. Antes do amor, já existia admiração pela pessoa incrível que ela é. Antes de reconhecer na Jéssica a minha parceira de vida, eu já tinha encontrado ali a minha melhor amiga.

Às vezes, ela parece que quer coordenar tudo o que acontece à sua volta, mas é por uma boa causa (eu acho). Não se trata de falta de confiança; na verdade, o que nos trouxe até aqui foi uma confiança mútua que só aparece quando sabemos que escolhemos a pessoa certa. E, nesse mundo de dívidas e dúvidas, essa certeza sempre vai ser meu porto seguro.